Em 2011, desenvolvemos um trabalho muito gostoso em toda a rede de Barretos nos CEMEIs com o livro da Ana Maria Machado CAMILÃO O COMILÃO.
O trabalho iniciou depois que fui visitar uma sala de aula, da professora Leticia, do CEMEI Orival Leite, ela estava lendo o livro para os alunos, eu pessoalmente não conhecia o livro, mas como não podia deixar de ser apaixonei pela história.
Ao chegar no CEFORPE (Centro de Formação dos Profissionais da Educação), busquei na internet mais informações e montei um "projetinho" ou melhor uma Sequencia Didática e no HTPC seguinte das Professoras Coordenadoras passei as informações de como deveria ser trabalhado.
Foi uma febre, destas que todos se apaixonam.
A historia é assim:
História: Camilo, o Comilão
Camilo era um leitão. Um pouco grande, o Camilão. Não era um porco dos
mais porcos.
Mas era preguiçoso. E muito guloso. Um comilão esse Camilão.
Mas não queria saber de trabalhar para ganhar comida. Preferia comer
cada dia em casa de um amigo.
Ou então pedia
comidinha aos outros.
Ninguém se incomodava,
porque gostavam dele. E achavam
graça naquela gulodice. Que não fazia mal a ninguém. Só mesmo ao Camilão. Um
dia Camilão saiu de casa com uma cesta vazia. No fundo, só um guardanapo.
E na roça do seu Manduca, encontrou o cachorro Fiel.
_ Bom dia amigo. O que você está fazendo?
_ Trabalhando, tomando conta destas melancias.
_ Puxa, quanta melancia! E eu aqui com tanta fome que acho até que vou
desmaiar. Será que você podia me
arranjar uma?
_ Está bem. Uma só não faz falta. Tome.
E lá se
foi Camilão pela
estrada com sua
cesta. Na cesta
uma melancia. O
guardanapo por cima e encontrou o
Burro Joça puxando uma carroça.
_ Bom dia, amigo. Que é que você está fazendo?
_ Trabalhando. Levando essas abóboras para o mercado.
_ Puxa quanta abóbora! E eu aqui com tanta fome e que acho até que vou
desmaiar. Será que
você podia me arranjar uma?
_ Esta bem. Tome duas. Não vão fazer falta.
E lá se foi Camilão pela estrada. Com sua cesta. Na cesta, uma melancia
e duas abóboras e o
guardanapo por cima. E, encontrou a vaca Mimosa, lá no curral.
_ Bom dia, amiga. Que é que você está fazendo?
_ Trabalhando. Fazendo manteiga, queijo, requeijão.
_ Puxa, quanta
coisa! E eu
aqui com tanta
fome que acho
até que vou
desmaiar. Sera que você podia me arranjar alguma coisa?
_ Está bem. Tome três queijos e quatro litros de leite.
Com sua cesta. A cesta, uma melancia, duas abóboras, três queijos, quatro
litros de leite e por cima o guardanapo. E encontrou a galinha Quiqui, na porta
do galinheiro. A mesma conversa.
O mesmo pedido. Qui qui gritou lá para dentro:
_ Meus filhos “Seu Camilo quer milho!”
E os pintinhos trouxeram cinco espigas de milho para Camilão.
E lá foi ele pela estrada. Com sua cesta. Na cesta uma melancia, duas
abóboras, três queijos, quatro litros de leite, cinco espigas de milho. E o
guardanapo por cima.
E encontrou o macaco. Desta vez não foi tão fácil, que Simão era muito
esperto. Mas Camilo tanto que pediu que acabou ganhando.
_ Está bem. Um cacho inteiro eu não vou dar, mas tome meia dúzia de
bananas.
E lá se
foi Camilão pela
estrada. Com sua
cesta. Na cesta,
uma melancia, duas abóboras, três
queijos, quatro litros
de leite, cinco
espigas de milho
e seis bananas
e o guardanapo por cima. E
encontrou a abelha Zizi, ocupadíssima, recolhendo pólen. Conversou, pediu,
acabou ganhando sete potes de mel. E lá se foi Camilão pela estrada. Com sua
cesta.
Na cesta uma
melancia, duas abóboras,
três queijos, quatro
litros de leite,
cinco espigas de milho
e seis bananas
e sete potes
de mel. O
guardanapo por cima.
E encontrou o
coelho
Orelhudo. Acho que
agora você já
adivinhou o que
aconteceu. Isso mesmo...
O coelho disse
que estava trabalhando e Camilão veio com aquela conversa de dizer que
estava com fome e ia desmaiar. Acabou
ganhando oito alfaces
e nove cenouras.
Botou tudo dentro
da cesta, cobriu com o
guardanapo e ....
Lá se foi
Camilão pela estrada.
Com sua cesta.
Na cesta quantas melancias?
Quantas abóboras, e
queijos? E litro
de leite? E
espigas de milho?
E quantas bananas mesmo? E quantos potes de mel? Quantas alfaces e
cenouras? Muito bem!
Um monte de comida.
Encontrou o esquilo, conversou, pediu, acabou ganhando dez avelãs. E lá
se foi Camilão para um lugar
sossegado da mata.
Agora, o que
você acha que
aconteceu? Você acha
que
Camilão se escondeu para comer tudo sozinho?
E depois ficou com a maior dor de barriga? Desta vez vai acontecer uma
coisa diferente.
Nosso amigo leitão
pode ser guloso,
mas todo mundo
gosta dele. Porque
divide o que tem.
Camilão vai dar uma festa de comilança. E convidar todos os amigos que
deram alguma coisaa ele.
Eu também vou.
Levando onze laranjas.
Você quer ir?
Vai levar doze...
o que? E seu irmão?
E seu amigo?
O trabalho desenvolvido envolvia as áreas de linguagem oral, escrita, matematica, artes, entre outras. vou colocar aqui o projeto inteiro. A própria editora sugere como trabalhar com o livro e eu copiei tais sugestões.
Atividades para depois da leitura de Camilão, o comilão.
Atividade 1: O personagem que eu escolheria
Na roda de histórias, inicie a
conversa com algumas perguntas:
— Como era Camilão? O que ele
gostava de fazer? Como ele conseguia comida? Vocês repararam que a autora
escolheu um nome que tem o “jeitão” do personagem?
Prossiga a conversa com alguns
comentários:
— A autora brinca com os vários
significados e com a sonoridade das palavras, fazendo as seguintes ligações:
Camilo — Camilão — comilão — porco — comida — gula. Quando nós lemos a
história, também fazemos essas ligações na nossa cabeça.
Então, sugira a atividade:
— Vamos também criar nomes que
tenham ligações com o jeito do personagem. Que
nome você daria para um
personagem que fosse dorminhoco e preguiçoso? Que palavras combinam com
“preguiça”? Por exemplo: sono, rede, canção de ninar.
— E se a gente fosse criar um
nome para um personagem que fosse muito agitado e
rápido? Que palavras combinam com
“agitação”? Por exemplo: correr, pular, dançar etc.
Distribua as folhas de sulfite e
lápis de cor para as crianças desenharem e
escreverem os nomes dos
personagens ( de acordo com sua hipótese). Depois, cada aluno mostra o
personagem e o nome que criou para ele, o professor poderá organizar os nomes
inventados numa folha de papel pardo.
Organize um mural, “O nome e o
jeito do personagem”, com os trabalhos dos alunos.
Atividade 2: Aprendendo a fazer associações
Além do Camilão,
os outros personagens da história também são bichos.
Instigue as
crianças a apreciar as ligações que podem ser feitas entre os bichos e as situações
da história:
— Qual é o bicho
que dá queijo e leite para Camilão? (A vaca.)
— Que nome ela
tem? (Mimosa.)
— Por que a autora
escolheu a vaca para dar leite e queijo para Camilão? (Porque leite e queijo
são duas coisas que associamos à vaca.)
— Qual é o bicho
que dá milho para Camilão? (A galinha.)
— Que nome ela
tem? (Quiqui.)
— Por que a autora
escolheu uma galinha para dar milho para Camilão e não um cachorro, por
exemplo? (Porque as galinhas comem milho.)
— Qual é o bicho
que dá mel para Camilão? (A abelha.)
— Que nome ele
tem? (Zizi.)
— Por que a autora
escolheu uma abelha para dar mel para o Camilão? (Porque as abelhas produzem
mel.)
Sugestão: Você
também pode mostrar as ligações que há entre os nomes de alguns
personagens e o
som que eles fazem. Por exemplo: Zizi, o nome da abelha, lembra o som que esse
animal faz: zzzz.
Distribua uma
folha de sulfite para cada criança. Proponha para a classe:
• Desenhar um
bicho (que seja diferente dos que aparecem na história) e a comida que ele vai
dar para o Camilão.
• Criar e escrever
um nome para ele.
Incentive as
crianças a estabelecer uma ligação entre o bicho, a comida que ele dá e o nome
que ele tem. Por exemplo: a gata Mimi deu onze sardinhas para o Camilão; ou o tamanduá
Tatá deu doze formigas para o Camilão.
Todos desenham e
depois apresentam suas criações para a turma.
Atividade 3: Brincando com o conceito de “história cumulativa”
Materiais
necessários
Professor
• 1 minidicionário
• 1 cesta
• 1 guardanapo
grande
• 4 caixinhas de
leite vazias
• 7 copos de
plástico
• 1 pratinho de
papel e garfinhos de plástico (conforme o número de alunos)
• 2 toalhas
(velhas) de mesa
Aluno:
• 1 rolo de papel
crepom verde
• 1 rolo de papel
crepom marrom
• 1 rolo de papel
crepom amarelo
Divida o grupo em
equipes. Peça às crianças que reservem alguns pedaços de papel
crepom, não muito
grandes, para utilizarem no fim da atividade. Oriente-as a confeccionar, com o
restante do papel, os copos plásticos e as caixinhas de leite vazias, os
seguintes objetos de cena:
• 1 melancia
• 2 abóboras
• 3 queijos
• 4 litros de
leite (as próprias caixinhas de leite vazias)
• 5 espigas de
milho
• 6 bananas
• 7 potes de mel
(com os sete copos de plástico)
• 8 pés de alface
• 9 cenouras
• 10 avelãs
Depois que
confeccionarem os objetos de cena, cada criança pega um só objeto de
cena e senta-se em
roda, seguindo a ordem em que as comidas aparecem na história.
Quando todos
estiverem sentados em roda segurando os objetos de cena, você pega os materiais
que trouxe de casa, a cesta (com o guardanapo dentro dela) e propõe:
— Na história, o
Camilão pega uma melancia, depois, duas abóboras, depois, três queijos etc.
Isto é, as “coisas vão crescendo” à medida que a história vai sendo contada.
Esse tipo de história se chama “história cumulativa”. Vamos procurar no
dicionário o significado das palavras: “cúmulo” e “cumular”.
Cúmulo: reunião e
coisas sobrepostas / montão.
Cumular: acumular,
dar ou conceder em alto grau ou grande quantidade.
Leia novamente a
história com as crianças. Quando chegar no trecho:
— Puxa, quanta
melancia! E eu aqui com tanta fome que acho até que vou desmaiar.
Será que você
podia me arranjar uma?
— Está bem. Uma só
não faz falta. Tome.
E lá se foi
Camilão pela estrada. Com sua cesta. Na cesta, uma melancia. O guardanapo por
cima.
Então, a criança
que está com a melancia de papel crepom a coloca dentro da cesta, põe o
guardanapo por cima e fica segurando a cesta enquanto você continua a leitura
da história.
Quando você ler o
trecho que mostra o Camilão pedindo 2 abóboras, o aluno que está com a cesta,
que tem 1 melancia, passa a cesta para as duas crianças que estão sentadas ao
lado segurando as 2 abóboras. Elas colocam as 2 abóboras dentro da cesta, põem
o guardanapo por cima e ficam segurando a cesta enquanto você continua a
leitura da história.
Quando você ler o
trecho em que Camilão encontra a vaca Mimosa e ganha 3 queijos e 4 litros de
leite, as crianças que estão segurando a cesta passam para os alunos ao lado.
Estes colocam os 3 queijos e as 4 caixinhas de leite dentro da cesta. Não
poderão esquecer de colocar o guardanapo
por cima!
As crianças
permanecerão segurando a cesta enquanto você continua a leitura. A cesta, por
sua vez, vai passando pela roda, acompanhando as situações do enredo.
No final da
história, uma criança coloca a cesta no meio da roda. Outro aluno “ lê “ este
trecho:
Nosso amigo leitão
pode ser guloso, mas todo mundo gosta dele. Porque divide o que tem. Camilão
vai dar uma festa de comilança. E convidar todos os amigos que deram alguma coisa
a ele.
Em seguida, você
faz a seguinte pergunta:
— E na festa de comilança
vai ter o quê?
Então, a criança
que está no meio da roda vai tirando uma comida por vez da cesta do Camilão,
enquanto todos contam:
1 melancia
2 abóboras
3 queijos
4 litros de
leite... E assim sucessivamente.
Depois, você
estende as toalhas de mesa no chão.
Todos picam papel
crepom fazendo de conta que é comida e servem nos pratinhos com garfinhos para
os convidados da festa do Camilão, que serão representados pelas próprias crianças.
Atividade 4: Parlendas e cantigas folclóricas cumulativas
Já vimos que a
história do Camilão é uma “história cumulativa”. Há parlendas e cantigas de
roda que também “acumulam coisas”.
Sugestão:
A árvore da montanha
A árvore da
montanha oê, iaô } bis
Essa árvore tem um
tronco
Ai, que tronco,
belo tronco
Ai, ai, ai que
amor de tronco
O tronco da árvore
A árvore da
montanha oê, iaô } bis
Esse tronco tem um
galho
Ai, que galho,
belo galho
Ai, ai, ai que
amor de galho
O galho do tronco
O tronco da árvore
A árvore da
montanha oê, iaô } bis
Esse galho tem uma
folha
Ai, que folha,
bela folha
Ai, ai, ai que
amor de folha
A folha do galho
O galho do tronco
O tronco da árvore
A árvore da
montanha oê, iaô } bis
Obs.: Na cantiga,
os participantes podem ir “acumulando” as coisas que quiserem.
Atividade 5 : Na historia o Camilão escreve um convite para
todos os amigos para virem a sua festa. Vamos então fazer um convite para nossa
festa?
Para o professor: TEXTO EPISTOLAR
O texto
epistolar é toda comunicação que estabelece um diálogo à distância,
entre
duas ou mais pessoas, por meio da linguagem escrita: cartas, ofícios,
telegramas,
e outros tipos. É o portador de texto que possui maior variação
textual.
De acordo com seu caráter, o texto epistolar pode ser:
•
Particular ou social – quando se trata de assuntos pessoais ou íntimos
(entre
particulares ).
•
Oficial – quando emana de órgãos do serviço público, civil, eclesiástico
ou
militar.
•
Comercial – quando trata de assuntos comerciais entre empresas.
Apresentam
uma estrutura que se reflete claramente em sua organização espacial, cujos
componentes são os seguintes:
a)
Cabeçalho – que estabelece o lugar e o tempo da produção (data), os dados
do
destinatário e a forma de tratamento utilizado para se comunicar com o destinatário.
b) Corpo
– parte do texto em que se desenvolve a mensagem escrita.
c)
Despedida – que incluem a saudação e a assinatura, através da qual se revela a
identidade do autor ou emissor deste texto epistolar.
O grau
de familiaridade existente entre o emissor (remetente) e o destinatário, é o
que orienta a escolha de estilo a adotar. Se dirigida a um amigo ou familiar,
ela deverá ser informal; se o destinatário é desconhecido ou ocupa um nível
superior em uma relação assimétrica (empregado em relação ao empregador),
impõe-se um estilo mais formal.
ORIENTAÇÕES
DIDÁTICAS
•
Solicitação de que os alunos procurem, em casa, cartas, convites, bilhetes
diversos e levem-nos para a escola para leitura, análise e discussão.
•
Confronto dos diferentes textos com outros, buscando as semelhanças e as
diferenças.
•
Criação de situações concretas de uso dos textos epistolares:
-
construção de um correio na escola: entre os colegas ou entre as demais classes;
-
escolha de um aluno para ser o carteiro de classe para, regularmente,
uma vez
por semana, fazer a distribuição, com toda a caracterização necessária;
-
escrita de uma carta de solicitação ou comunicação para uma pessoa importante
da escola ou fora dela.
•
Incentivo do uso da correspondência, promovendo situações reais de despacho das
cartas, para que os alunos recebam na própria residência.
•
Apresentação de bons modelos de texto epistolar (pessoais, de informe, de convite,
de opinião, de solicitação, de agradecimento, de apresentação) para leitura
e análise.
•
Reescritas coletivas, em duplas ou
grupo.
•
Promoção, entre os alunos, da troca de suas reescritas, para que tomem conhecimento
dos escritos dos outros, anotando as observações de acordo com a “ficha-guia”.
CONSIDERAÇÕES
PEDAGÓGICAS
• Antes
de dar início às atividades propostas, converse com os alunos sobre o que farão.
A conversa inicial tem como objetivo contextualizar o que será lido, a fim de
que os alunos possam antecipar ideias e obter informações que auxiliarão a sua
compreensão. Nesse momento, o papel do professor é organizar as idéias
levantadas por eles, além de transmitir novas informações e sistematizar os
conhecimentos que eles forem demonstrando.
•
Bilhetes e cartas, assim como, os demais textos epistolares devem ser feitos para
alguém e enviado. Não se escreve estes textos para ficar no caderno.

VAMOS ENTÃO AGORA FAZER O NOSSO CONVITE
PARA A NOSSA FESTA!!!
Atividade 6: Os bichos também “falam”
Materiais
necessários
Aluno:
• 10 cartões de
cartolina branca medindo cada um 5 x 5 cm
• lápis para
colorir
Na roda de
histórias, releia o trecho do livro em que o Camilão conversa com a abelha
zimzim Depois pergunte para a turma:
— Vamos perceber
como a autora brinca com o sentido das palavras:
Por que será que a
abelha tem esse nome? E o nome do Camilão?
(Zizi zzzzz, Camilão
comilão)
Após responderem
às perguntas, explique:
— Quando a gente
imita ou escreve o som que os bichos fazem, isso se chama
“onomatopeia”. Por
exemplo: “cocoricó” ou “au-au”.
Na roda, cada um
poderá imitar o som do bicho que quiser.
Em seguida, cada
criança pega os seus materiais: os cartõezinhos e lápis coloridos.
Proponha:
— Vamos organizar
duplas. Cada dupla vai criar um “jogo de memória dos bichos”.
Explique às
crianças como fazer. Sugestão:
— Pegue um dos
quadradinhos brancos e desenhe nele o bicho que você quiser. Escolha um bicho
que emita algum som, por exemplo: leão, gato, abelha, vaca etc. Quem quiser, escreve
o nome do bicho com o desenho. É importante combinar com seu colega para que
todos tenham o mesmo bicho
Depois, proponha em
dupla de crianças que tenham dois
animais iguais sempre. As duplas começam
a jogar. As regras são as mesmas do Jogo de Memória tradicional,
1. Organizar dois
montes com os cartões virados para baixo: o monte dos bichos
2. Embaralhar bem
cada um dos montes. Quem achar os dois animais deve fazer o som do animal
encontrado.
. Ganha quem
conseguir desvirar mais cartões correspondentes.
OU PODERÃO
UTILIZAR ESTE OUTRO MODELO DE JOGO DA MEMÓRIA, E CADA VEZ QUE VIRAR ANIMAIS QUE
ESTÃO NA HISTORIA. GANHAM UM PONTO, MAS CADA VEZ QUE ERRAR E TIRAR ANIMAIS QUE
NÃO ESTÃO NA HISTORIA IMITARÃO O ANIMAL.
CAÇA PALAVRAS
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CACHORRO
MACACO
ESQUILO
GALINHA
BURRO
Infelizmente nem todas as postagens consegui postar, por ser em outro formato, mas vou tentando.
personagens da histórias retirados da internet
Foram feitas oficinas com as professoras para a construção de
materiais para a contação de historia e para trabalhar a matemática.
Depois que as professoras tinham o material, o trabalho foi para a sala de aula.
Contaram a história primeiro no livro depois no projetor. Foram para o material concreto e saborear o piquenique. Hum delicia!
As professoras e a diretora do CEMEI a Angelica apoiaram e desenvolveram o trabalho assim como em toda a rede.
A aprendizagem realmente ocorreu e com muito prazer. Quem não se lembra?
obs. o rosto das pessoas e crianças foram manchados para manter a privacidade.
Postado por
JANE HERCILIA
,
05:22
Já a algum tempo trabalhamos o desfraldamento .
Fomos presenteadas com um livro lindo da Coordenadora Silvia Lucia do CEFORPE : O QUE TEM DENTRO DA SUA FRALDA?
Este livro reproduzimos em EVA tamanho grande, é foi trabalhado nos CEMEIs no Mat. 1
Desfraldamento
para iniciantes
Neste
artigo
1
- Tenha certeza de que a criança está pronta
2
- Providencie os equipamentos necessários
3
- Deixe a criança se acostumar ao penico
4
- Sente-o no penico sem a fralda
5
- Explique o processo
6
– Incentive-o.
7
- Tenha muita calma na hora dos acidentes
você
sabe quanto tempo demora o processo todo do desfraldamento?
É
verdade que para algumas crianças o problema todo se resolve em poucos dias.
Porém, para a maioria, é um aprendizado que pode levar meses.
As
chances de sucesso serão muito maiores se a família toda estiver bem informada
e deixar bem claro para a criança o que vai acontecer.
1
- Tenha certeza de que a criança está pronta
Existe
uma idéia mais ou menos generalizada de que a idade certa para tirar a fralda
da criança é por volta dos 2 anos. Mas cada pessoa é diferente e, assim como
elas aprendem a andar em momentos distintos, a hora ideal para aprender a fazer
xixi e cocô no penico ou na privada pode variar muito.
Há
algumas crianças que só ficam realmente preparadas para iniciar o
desfraldamento quando têm mais de 3 anos. Para saber se é o caso confira nossa
lista de sinais de que chegou a hora.
Se
achar que a criança não está pronto,
resista à pressão, ou então faça uma tentativa sabendo que é provável que tenha
de voltar atrás antes que o estresse se instale.
2
- Providencie os equipamentos necessários
Não
é nada muito complicado: arranje um penico ou um adaptador para o vaso
sanitário, um anel que evita que a criança "caia" dentro da privada.
Talvez seja melhor começar com o penico: com os pés apoiados no chão, a criança
vai ter mais facilidade para fazer força na hora de fazer cocô.
Um livrinho sobre o assunto pode ajudar,
mas não é essencial.
3
- Deixe a criança se acostumar ao penico
Para
começar, acostume seu filho a se sentar no penico uma vez por dia, mesmo que
ainda sem tirar a roupa. Escolha um momento em que ele costuma fazer cocô --
depois do café da manhã, depois do almoço ou antes do banho.
Se
ele não quiser se sentar, deixe estar. Nunca force a criança a sentar no
penico, nem a segure. E não force a barra se seu filho estiver assustado. As
consequências no futuro podem ser bem ruins, principalmente por causa da prisão
de ventre.
Caso
a criança resista a se interessar no desfraldamento, o melhor é esquecer o
assunto por algumas semanas, e depois fazer uma nova tentativa. Nessa fase, não
precisa nem explicar muito para que serve o penico. O objetivo é só acostumá-lo
ao objeto.
4
- Sente-o no penico sem a fralda
Depois
da fase de acostumar a criança a sentar no penico, sua meta vai ser convencê-la
a sentar sem a fralda. Segure a ansiedade e deixe que ela só se sente ali, para
ver como é. E comece a explicar direitinho que é isso que a mamãe e o papai
fazem todo dia: sentam lá (no vaso sanitário, no caso de vocês) para fazer as
necessidades.
Se
seu filho captar logo a idéia e já fizer alguma coisa, ótimo! Mas não o force a
conseguir. É importante que o interesse no processo seja dele, não seu.
5
- Explique o processo
Uma
boa idéia é mostrar para a criança para onde o cocô vai. Quando ele fizer cocô
na fralda, leve a fralda suja até o penico e ponha o cocô ali, para mostrar
onde é o lugar certo. Depois, esvazie o penico jogando as fezes no vaso
sanitário, e dê ao seu filho o privilégio de ajudar a apertar a descarga (só se
ele quiser -- há crianças que têm medo).
Mostre
também que depois é preciso vestir a roupa de novo e lavar as mãos.
6
- Incentive seu filho
Estimule
a criança a usar o penico sempre que tiver vontade de fazer xixi ou cocô. Deixe
bem claro que basta que você poderá levá-la ao banheiro. Se der, aproveite uma
época de calor, que é mais favorável para o processo, e deixe-a circular
pelada, com o penico bem à vista.
Diga
a seu filho que ele pode usar o penico quando quiser, e o lembre de vez em
quando.
Mas
preste atenção: não adianta ficar levando a criança de hora em hora ao
banheiro. Você precisa ensiná-la a pedir. Senão, na primeira oportunidade em
que você esquecer de levá-la, ou estiver fazendo outra coisa, o xixi vai
escapar na roupa mesmo. A comunicação e o controle do esfíncter (que variam,
dependendo da maturidade de cada criança) são fundamentais para o processo de
desfraldamento.
7
- Capriche na cueca e na calcinha
Cuecas
e calcinhas de personagens ou com desenhos fazem sucesso. Você pode fazer um
grande carnaval, mostrando ao seu filho como ele é grande e importante por já
usar cueca (ou calcinha, no caso de meninas).
Mas
você não precisa usar a roupa de baixo bonitinha e cara o tempo todo. Arranje
também umas bem baratinhas, porque os acidentes serão inevitáveis e as trocas,
bem frequentes.
Existem
também fraldas de treinamento, as chamadas pull-ups. A vantagem é que elas
funcionam como fraldas, mas são vestidas como uma calcinha ou cueca, portanto
dá para a criança abaixar e levantar sozinha, se quiser ir ao banheiro. Muito
mais fácil que abrir e fechar a fralda. O inconveniente é que elas são caras e
difíceis de encontrar. Uma alternativa é ter um pacote só para sair, quando
você não pode arriscar uma escapada de xixi ou cocô.
Temos
um artigo especial sobre como desfraldar meninas e desfraldar meninos -- não
deixe de ler.
8
- Tenha muita calma na hora dos acidentes
As
escapadas e acidentes acontecem com praticamente todas as crianças, não tem
jeito. É difícil manter a calma, mas se esforce para não perder o controle. Não
vale a pena castigar ou punir a criança pela escapada. Os músculos dela estão
ainda aprendendo e treinando o controle das fezes e da urina, e o processo leva
algum tempo.
Quando
acontecer o acidente, limpe tudo com tranquilidade e só diga ao seu filho que,
da próxima vez, vai ser mais legal se ele usar o peniquinho.
Caso
os acidentes fiquem muito frequentes, tenha a sabedoria de voltar atrás sem
medo ou vergonha. É possível que o organismo do seu filho ainda não esteja
preparado, e é melhor voltar a tentar daí a alguns meses.
9
- Comece a fazer o desfraldamento noturno
...
Mas só quando a criança estiver preparada! Pode demorar -- anos até! O
organismo da criança demora bastante para ser capaz de despertá-la se for
necessário fazer xixi no meio da noite.
O
que você pode fazer é tentar diminuir a quantidade de líquido que seu filho
toma antes de dormir, e dizer a ele que chame você se precisar ir ao banheiro
durante a noite. Só se aventure a tirar a fralda noturna quando, por diversas
noites seguidas, a fralda tiver amanhecido completamente seca.
E
saiba que, mesmo que tudo dê certo, um xixi na cama ou outro fazem parte da
infância.
10
- Parabéns, você conseguiu!
Acredite.
Por mais que demore, seu filho vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo.
E aí você não vai precisar trocar fraldas por um bom tempo -- bom, pelo menos
até o próximo bebê, ou quem sabe o netinho...
http://brasil.babycenter.com/a3400179/desfraldamento-para-iniciantes#ixzz3097VGKbK
Quando
e como tirar o bebê das fraldas
10/25/2013
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Quando
e como tirar o bebê das fraldas
Sair
das fraldas, controlando a emissão de urina e fezes, é conseguir aquilo que
chamamos na medicina de “controle de esfíncteres”. Ou seja, controle voluntário
das “torneirinhas“ naturais de nosso corpo.
Ao
nascer o bebê não possui nenhum controle sobre os esfíncteres. Ele urina e
evacua involuntariamente e o controle voluntário somente virá com o tempo. Isto
explica o ditado popular que diz que “do bumbum dos bebês, de dentro das urnas
e de certas cabeças, ninguém sabe o que vai sair…!”
E
com que idade a criança adquire esse controle? Bem, como em todos os aspectos
relacionados ao amadurecimento neurológico existe uma grande variação
individual. A criança vai progressivamente adquirindo capacidades e
habilidades, através de um fenômeno próprio dos organismos jovens, o nosso
conhecido desenvolvimento neuro-psico-motor. Embora existam etapas bem definidas
nesse processo, as diferenças são grandes de uma criança para outra.
A
pergunta freqüente dos pais é: “quando e como devo começar a treinar meu filho
para tirar as fraldas?”
De
modo geral, o controle esfincteriano se inicia por volta de 18 meses de idade.
Para saber a hora certa, a dica é esperar que a criança comece a avisar ou
indicar de alguma forma, que evacuou. Não é preciso ter pressa! O treinamento
feito antes da hora pode trazer conseqüências muito desagradáveis para a
criança e seu desenvolvimento.
Também
é muito importante que este treinamento seja feito de forma natural, sem
ansiedade, mantendo um ambiente tranqüilo e um relacionamento amoroso com a
criança.
O
treinamento para controle das fezes:
Quando
a criança já avisa que evacuou, então é hora de começar, primeiramente com o
treinamento para controle das fezes.
O
ideal é usar um piniquinho ou então o vaso sanitário, mas com tampa apropriada
para crianças. Após as refeições um reflexo produz uma tendência natural para
evacuar. Deve-se aproveitar e colocar a criança no piniquinho (ou vaso) umas 3
vezes por dia, cerca de 20 minutos após as principais refeições. Se já houver
um horário em que a criança evacua com mais freqüência, aproveitar esse
horário.
Deve-se
deixá-la no banheiro por no máximo uns 10-15 minutos e durante esse período ela
deve receber atenção do adulto e estímulo para evacuar, explicando a ela o que
se deseja e pedindo-lhe ocasionalmente quem faça força. Pode-se fazer um pouco
de massagem no abdômen. Vale conversar, contar historinha…Se nos primeiros dias
ela não conseguir, não desanime, pois o controle virá com o tempo.
É
importante saber que a primeira habilidade que a criança adquire neste
treinamento é a de “segurar” a torneirinha fechada e só depois ela aprende a
abri-la voluntariamente. Isto significa que no princípio a criança poderá
evacuar logo após ser retirada do banheiro, pois estava voluntariamente (e as
vezes até com algum esforço) segurando as fezes. Assim que sai, ela relaxa e
evacua. Nesta hora a criança pensa que vai ser elogiada, por ter controlado o
esfíncter fechado por alguns minutos, mas acaba levando uma bronca, e fica sem
entender nada… O melhor nesta hora é limpá-la sem comentar nada.
Lembre-se
sempre de elogiar os seus sucessos, mesmo que tenha sido apenas o de conseguir
ficar sentada por alguns minutos! Quando ela conseguir finalmente evacuar,
deve-se manter o horário e a rotina diariamente, para que o hábito seja fixado.
O
treinamento para controle da urina:
Este
treinamento só deve ser iniciado quando a criança já estiver evacuando
normalmente no banheiro. Deve-se começar pelo período diurno, colocando-se a
criança no banheiro pata tentar urinar, a cada 3 horas aproximadamente. Sempre
explicando o que se deseja e até imitando o barulhinho do xixi.
Como
sempre, elogiar os sucessos e ignorar, sem comentar, os “fracassos”.
O
controle urinário diurno geralmente se consegue até os 2 anos e meio ou 3 anos,
mas o noturno pode demorar até os 5 ou 6 anos de idade. Quando estes prazos
(aproximados) são ultrapassados, dizemos que a criança está com enurese (ato de
urinar involuntariamente), o que requer avaliação especial e eventualmente
tratamento
A
criança que volta a urinar ou evacuar na roupa
É
freqüente recebermos crianças que já tinham perfeito controle de fezes e urina
e repentinamente voltam a “sujar” a roupa. E por que isto ocorre?
Geralmente
são crianças submetidas a algum “stress” psicológico, como por exemplo ciúmes
por nascimento de um irmãozinho, luto por perda ou falecimento de parentes ou
de animais de estimação, separação do casal, doença na família, desemprego,
mudança de escola, etc. Muitas vezes a causa não está tão evidente para a
família, pois determinadas situações são “escondidas” da criança, imaginando-se
ingenuamente que ela nada percebeu.
Mas
basta pesquisar um pouco e geralmente encontramos uma explicação.
A
criança que está nesta situação precisa de apoio e compreensão da família e dos
professores. Estas situações são geralmente temporárias e reversíveis, mas o
pediatra encaminhará quando necessário para avaliação ou tratamento
psicológico.
Outras
situações:
Além
da citada enurese podem surgir outros problemas, relacionados com o processo de
controle dos esfíncteres, como por exemplo a obstipação intestinal (“intestino
preso”), que pode ser causada pelo treinamento feito antes da hora. As vezes
uma simples mudança nos horários da criança ou a introdução de uma nova
atividade no horário em que ela está acostumada a evacuar pode trazer
perturbações. Estes casos requerem sempre a avaliação do pediatra.
Adeus
fraldas!
Ruy
do Amaral Pupo Filho
Pediatra,
Sanitarista e Escritor
O
treino ao penico ou vaso sanitário depende do amadurecimento dos músculos
responsáveis pelo controle do ato de urinar e defecar, que são os esfíncteres.
Este amadurecimento se dá por volta dos dois anos de idade e adquire a
plenitude por volta dos três anos, assemelhando-se ao estado de amadurecimento
dos adultos.
Os
pais devem ficar atentos, pois a criança sinaliza quando começa a se sentir incomodada
por estar molhada ou com fezes, ou seja, está pronta para iniciar o treino.
Geralmente,
o controle das fezes é mais bem sucedido e mais fácil que o da urina, pois pelo
fato de a criança fazer menos vezes ou uma vez por dia, acontece quase sempre no
mesmo horário. Além do quê, é difícil ocorrer à noite, durante o sono e mesmo
com o corpo em estado de relaxamento.
Mãe
colocando o bebê troninho sanitário - Iakov Filimonov / ShutterStock
É
um processo que exige muita paciência e calma por parte dos pais, pois depende
também de que a criança reconheça a vontade de evacuar ou de urinar, saiba se
expressar adequadamente, para que possa ir ao lugar conveniente. Para isto, já
deve ter sido providenciado o penico ou assento sanitário infantil.
Seria
interessante, inclusive, que a própria criança escolhesse o seu ¨troninho¨,
para que houvesse um estímulo a mais para iniciar o treino. Ele deve ser
confortável e que possibilite o apoio dos pés no chão.
Mesmo
assim, muitas vezes pode acontecer de não dar tempo. Os pais devem respeitar as
dificuldades infantis, o seu próprio ritmo de aprendizagem, sem críticas, pois
ela já se sente frustrada por não corresponder ao que esperam dela, bem como,
ao que ela também espera de si mesma.
Durante
o dia, a pessoa que está cuidando da criança, pode perguntar-lhe se não está
com vontade de ir ao banheiro, pois ela pode estar tão absorta que nem se
lembre ou por não querer interromper o que está fazendo. À noite, antes de
colocá-la para dormir, leve-a para fazer xixi e não ofereça muito líquido.
De
qualquer forma, de dia ou de noite, os ¨acidentes¨ acontecem, são comuns e as
crianças não têm culpa, portanto, não devem ser castigadas jamais.
É
importante destacar que o controle esfincteriano não é inato, depende de
aprendizagem, do amadurecimento do sistema nervoso e do condicionamento, que se
dá devido à repetição dos comportamentos durante o treino.
Não
se pode esquecer de que a criança viveu em fralda suja por muito tempo antes
desse procedimento ser iniciado e que devia às pessoas cuidadoras o fato de
ficar limpa e seca.
Para
facilitar o sucesso infantil, os pais devem aguardar o momento certo, que é
quando ela começa a ficar incomodada, estimulando-a a se desenvolver, sem
pressão. Eles têm que ter a sensibilidade de perceber que a criança está pronta
para aprender e não impor o procedimento, pois poderá levá-la a atitudes de
rebeldia. Isto não significa que devam ser permissivos, o que atrapalharia o
aprendizado.
O
controle dos esfíncteres têm relação com o domínio do próprio corpo e com o
controle das emoções, por isso é tão importante.
A
criança aprende que não pode mais evacuar ou urinar onde e quando sentir
vontade. Deverá controlar suas necessidades até chegar ao local correto.
Os
pais podem se valer de brincadeiras, momentos descontraídos para ajudar seu
filho a não se sentir pressionado e compreender que o controle do próprio corpo
é uma conquista valiosíssima, pois está deixando de ser bebê, vai cuidar da
higiene e da limpeza e evoluir cada vez mais.
É
por este motivo que muitas escolas só aceitam crianças a partir de três anos,
pois além de ela ter aumentado significativamente seu vocabulário, podendo se
expressar melhor, também já deve ter deixado o uso da fralda e estar apta para
fazer uso do banheiro para fazer suas necessidades fisiológicas.
De
qualquer maneira, se a criança estiver em condições físicas saudáveis e
emocionalmente equilibrada, aprenderá o controle dos esfíncteres naturalmente,
sem grandes transtornos.
Ana
Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga
Clínica
Quando
retirar as fraldas?
O
início da retirada das fraldas sempre gera grandes dúvidas nos pais. Esse deve
ser um momento tranqüilo, considerado como parte da vida da criança e dos pais
e encarado sem angústias.
O
seu bebê está crescendo, tornando-se mais independente e deixando a mamãe mais
livre também. É uma nova etapa, uma nova relação entre pais e criança que
começa.
Os
pais não devem ter pressa nesse processo. Uma criança que não tem maturidade
suficiente para controlar seus esfíncteres (músculos que controlam a saída da
urina e fezes) e é forçada a deixar as fraldas, pode ter sérios problemas de
incontinência urinária ou de intestino preso. Portanto, não há nada melhor do
que dar tempo ao tempo.
A
criança precisa ter algumas habilidades para começar ficar sem as fraldas. Ela
deve conseguir ficar sentada sozinha de 5 a 10 minutos, andar, falar para
conseguir pedir para ir ao banheiro e tirar suas roupas que devem ser de fácil
manuseio, como a de elásticos.
Geralmente,
uma criança de 2 anos de idade já se encontra pronta para o início da retirada
das fraldas. Nunca se esqueça que cada criança tem o seu desenvolvimento e o
seu tempo para aquisição de habilidades. Respeite o momento de cada criança.
Tá
chegando a hora - Uma dica para reconhecer que já pode começar o treinamento é
quando a criança aponta ou comunica que está suja ou que está fazendo xixi ou
cocô ou então quando se interessa pelo o que os pais ou irmãos vão fazer no
banheiro.
Explique
sempre o que acontece no banheiro de forma que a criança possa entender que
aquele lugar é o ideal para fazer o xixi e o cocô. Deixar a porta do banheiro
aberta faz com que a criança imite os mais velhos e perceba que esse “ritual” é
corriqueiro.
Para
iniciar o processo, compre um penico de escolha da criança e deixe no lugar em
que a criança costuma brincar. A criança deve explorar o penico (não a deixe
colocá-lo na cabeça) e ser estimulada a sentar nele com roupa, enquanto os pais
explicam para que serve ou brincam com ela.
Quando
a criança estiver familiarizada, coloque o penico no banheiro e passe as
eliminações da criança da fralda para o penico na presença dela, sempre
conversando e explicando o que acontece. Comece a deixar a criança de calcinha
ou cueca sentada no penico.
Quando
a criança conseguir passar uma grande parte do dia seca já se pode retirar a
fralda. Não deixe de oferecer o banheiro ao pequenino várias vezes ao dia. Após
o início do controle, ainda leva de 5 a 6 meses para que se efetue. Deve-se
adaptar o vaso sanitário para a criança e estimular a utilização assim que
estiver fazendo uso efetivo do penico.
Nunca
retarde a ida ao banheiro quando a criança pedir. Respeite seus limites e
capacidades. A fralda noturna pode ser retirada quando a criança começa a
acordar seca. Isso acontece logo depois do controle diurno. As fezes são
controladas um pouco mais posteriormente.
Vida
sem fralda - Prepara-se para encontrar a cama molhada no começo do treino da
retirada das fraldas noturnas. Isso é normal. Entre os dois e cinco anos de
idade, a criança não tem total controle esfincteriano e podem ocorrer
acidentes. Evite oferecer líquidos antes da hora de dormir e leve a criança ao
banheiro antes de deitar ou mesmo durante a noite.
Não
puna ou castigue a criança por ter fracassado. Essa atitude só atrapalha o
aprendizado da criança. Elogie sem exageros quando a criança obter sucesso.
Muitas vezes poderá ficar sentada no penico e no vaso sanitário sem fazer nada
e assim que sair urinar ou fazer coco na roupa. É normal, o controle
esfincteriano está começando. Limpe a criança e faça tudo de modo natural.
Meninos
e meninas aprendem primeiramente sentados. Os meninos devem ser estimulados a
fazer xixi em pé como o papai depois do controle já adquirido.
Algumas
crianças regredirem nesse processo, pois podem querer chamar a atenção. Um
motivo bastante comum para a regressão é a chegada de um novo irmãozinho.
Faça
desse momento um período de trocas com seu filho. Dê muito amor e carinho. O
único trabalho dos pais é criar condições para que o processo de aprendizado
seja o mais descontraído possível.
Bruno
Rodrigues